Glória. Bolsa escolar para filhos do guarda-freio aprovada

Glória. Bolsa escolar para filhos do guarda-freio aprovada

“Nunca esteve em causa o cumprimento, por parte da Carris, da decisão tomada pela Câmara Municipal de Lisboa, relativa à atribuição de bolsas de estudo aos filhos do guarda-freio André Marques”, indicou a empresa municipal de transporte público, em comunicado enviado à agência Lusa. A bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques, que morreu no acidente do elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido há meio ano, ainda não foi paga, reconheceu hoje a Câmara Municipal de Lisboa, presidida por Carlos Moedas (PSD), em resposta a perguntas da vereança do PS, no âmbito de uma reunião privada do executivo camarário. Esclarecendo a situação, a empresa municipal explicou que “o regulamento que permite formalizar a atribuição das referidas bolsas de estudo, com caráter retroativo, está agendado para aprovação na próxima reunião de conselho de administração da Carris”, que irá realizar-se na quinta-feira, acrescentando que esse facto já foi transmitido ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa. “Reiteramos que continua havendo um acompanhamento regular e próximo da Carris à família do André Marques”, ressaltou. Fonte do PS na Câmara Municipal de Lisboa disse à agência Lusa que a governação PSD/CDS-PP/IL reconheceu que, seis meses depois do acidente ocorrido no Elevador da Glória, ainda não foi paga a bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques, nem lhes foi assegurado o apoio psicológico devido. A questão foi levantada pela vereadora do PS Alexandra Leitão, durante o debate sobre o ponto de situação das medidas de apoio às vítimas e suas famílias. Na ocasião, os vereadores petistas apresentaram um voto em homenagem às vítimas do acidente, marcando os seis meses decorridos. O elevador da Glória, muito procurado por turistas no centro de Lisboa, descarrilou no dia 3 de setembro, com uma das duas cabines colidindo violentamente contra um prédio, causando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. Segundo a mesma fonte, a vereadora socialista insistiu na necessidade de respostas concretas em relação ao acompanhamento das vítimas e de suas famílias, bem como no cumprimento dos apoios anunciados após o acidente. Alexandra Leitão também questionou o executivo sobre o estado do processo, incluindo o pagamento de indenizações, os apoios sociais previstos e a divulgação de informações claras sobre as condições em que pode ocorrer a reabertura do elevador, defendendo que o município deve garantir transparência e esclarecimento público. Em resposta, a que a Lusa teve acesso, enviada hoje pelo gabinete do vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, a um requerimento do PCP apresentado no mês passado, onde se questiona o que foi e está a ser feito para responder às necessidades dos feridos, das suas famílias e das famílias das vítimas mortais, a autarquia realça que “tem acompanhado permanentemente a Carris e a seguradora Fidelidade nas prestações de apoio”. “Segundo a Carris, no caso do guarda-freio André Marques, foi assegurado o pagamento das cerimônias fúnebres e está em andamento o processo para concessão de bolsa-escola aos filhos, bem como apoio psicológico presencial regular à família”, aponta o executivo. Quanto aos demais feridos e/ou respectivas famílias, o executivo acrescenta que “têm recebido acompanhamento contínuo, com cobertura de despesas, apoio logístico e agendamento de reuniões presenciais com o atual Conselho de Administração da Carris”. Meio ano após o descarrilamento, os processos de apoio às vítimas e seus familiares seguem em desenvolvimento pela seguradora da Carris, a Fidelidade, que indicou que já foram celebrados acordos de indenização. Leia Também: Elevador da Glória: Filhos do guarda-freio morto ainda sem bolsa escolar

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