Venda do Novo Banco ao grupo BPCE será concluída na próxima

“Na próxima semana será concluída a compra do Novo Banco pelo BPCE”, disse, ao final da reunião do Conselho de Ministros de hoje. Miranda Sarmento falava do processo de venda da TAP, que agora entra em nova fase com o convite à Air France-KLM e à Lufthansa para apresentarem propostas vinculantes, e se referiu tanto à venda de parte do capital da TAP quanto à venda do Novo Banco como duas grandes operações, confirmando que no caso da instituição financeira o processo será encerrado dentro de alguns dias. O valor da venda deverá ser superior aos 6.4000 milhões de euros anunciados em junho de 2025, segundo indicou à Lusa fonte próxima do processo. A venda do banco que resultou da resolução do BES em 2014 para o grupo francês BPCE foi acordada em 2025. Neste momento, o banco é detido em 75% pelo grupo norte-americano Lone Star e em 25% pelo Estado português. Para o dia 29 de abril está marcada uma assembeia-geral, em que um dos pontos é a indicação de três novos membros para o Conselho Geral e de Supervisão. O Público informou que de saída estão Kambiz Nourbakhsh, Mark Andrew Coker e Evgeniy Kazarez. Os novos nomes não são conhecidos por enquanto. O presidente executivo do Novo Banco, o irlandês Mark Bourke, continuará no cargo mas o grupo francês trará novos nomes para cargos de chefia. Quando soube do acordo de compra, o presidente do BPCE, Nicolas Nimas, teve um encontro com os trabalhadores do banco em que disse que o investimento do grupo em Portugal é de longo prazo (ao contrário do investimento da Lone Star). O Novo Banco foi criado em 2014 para assumir parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES) quando, em agosto daquele ano, o banco foi alvo de uma medida de resolução diante da grave crise em que estava imerso. Em 2017, a maioria do Novo Banco (75%) foi vendida o Lone Star, mantendo o Estado português o restante (25%). Nessa venda, foi acordado um mecanismo pelo qual o Fundo de Resolução bancário compensaria o Novo Banco por ativos ‘tóxicos’ herdados do BES. Nos anos seguintes, o Fundo de Resolução injetou R$ 3.405 milhões no banco, causando diversas polêmicas políticas e midiáticas pelo uso de dinheiro público. Com o fim antecipado desse mecanismo, no final de 2024, passou a ser possível a venda do banco e o pagamento de dividendos. Em junho de 2025, os acionistas do Novo Banco concordaram em vender ao BPCE “por um valor equivalente a uma valorização de aproximadamente 6,4 bilhões de euros”, e os acordos foram assinados em outubro. Com a venda, o Lone Star encaixa 4.800 milhões de euros e o Estado português 1.600 milhões de euros. Leia Também: Venda do Novo Banco ao francês BPCE “será concluída” na próxima semana



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