Mau tempo. Processo de apoios à reconstrução “não está a

Manuel Castro Almeida falava nas jornadas parlamentares do PSD, num painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR), lançado pelo Governo depois da sucessão de tempestades que atingiram o país e causaram 18 mortes e centenas de desalojados. O ministro defendeu que o governo foi “agilíssimo” tanto no desenho de medidas quanto no apoio concreto, elogiando a forma como o dinheiro tem chegado às empresas. “Já há 3725 empresas com 877 milhões de euros na conta, e em processo de contratualização quase 5.000 empresas para um valor de 1.141 milhões de euros”, precisou. Pelo contrário, disse, “onde as coisas não estão indo bem e é na atribuição de apoio a casas”. “Temos 25 mil candidaturas a apoio, no valor de 143 milhões de euros, e o dinheiro que chegou às mãos das pessoas ainda é muito pouco. Por quê? Porque está demorando o processo de avaliação a cargo das Câmaras Municipais”, disse. Quando o processo fica pronto nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), “no mesmo dia ou no dia seguinte o dinheiro é pago”. “Nós não podemos prescindir do papel das Câmaras nesta avaliação”, disse, acrescentando que esta demora não se deve “a má vontade”, mas admitiu que as autarquias e os seus técnicos têm muitos trabalhos em mãos, como reparação de estradas e redes de energia e comunicações. Por isso, lembrou, foi criado um protocolo com a Ordem dos Arquitetos, a Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos sob o qual estão contratados 700 técnicos para ajudar as Prefeituras a fazerem a avaliação dos prejuízos das casas. “Nós estamos fazendo o que está ao nosso alcance, para que esse processo seja rápido. Infelizmente, não está sendo, mas, convenhamos, eu pergunto o que o Governo pode fazer mais para acelerar esse processo. Não podemos dispensar o papel das Câmaras nesse processo”, reiterou. Leia Também: Banco de Desenvolvimento aprovou R$ 1,083 milhão em 4,6 mil inscrições de empresas



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