Pensão antecipada a Centeno permitiu “economia de 2,2

Pensão antecipada a Centeno permitiu "economia de 2,2

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, frisou nesta sexta-feira que o acordo que levou à pensão antecipada de Mário Centeno, quadro do banco central, permitiu uma economia de 2,2 milhões de euros. “Com esse acordo, estamos falando de economias que chegam a cerca de 2,2 milhões de euros, se (Mário Centeno) ficasse (no Banco de Portugal) – como tinha direito – até os 70 anos”, disse a jornalistas, no Porto. “Se o doutor Mário Centeno ficasse até os 70 anos, o Banco de Portugal (teria que assumir) todos os encargos – salariais, de Segurança Social, telemóveis, carros – que um consultor de Administração acarreta, são encargos muito avultados”, acrescentou. Para Álvaro Santos Pereira, o que está sendo feito é “serviço público” e uma “gestão prudente dos recursos” do Banco de Portugal. “É importante sublinhar que este tipo de acordo e a reforma antecipada que foi feita foi no âmbito do fundo de pensões do Banco de Portugal, que está para todos os trabalhadores que entram no Banco de Portugal. Está fechado, aliás, desde 2009. Este fundo de pensões já existe há bastantes décadas”, explicou. Frisando que o “fundo de pensão é totalmente capitalizado”, Álvaro Santos Pereira garantiu que “não há um centavo dos contribuintes” que seja usado “em qualquer tipo de acordo que é feito com qualquer trabalhador do Banco Portugal que tenha entrado antes de 2009”. Mário Centeno deve receber 10 mil euros mensais O ex-governador Mário Centeno vai deixar o Banco de Portugal através do regime de aposentadoria sob o fundo de pensão existente no banco central, após um acordo entre as duas partes. A saída de Centeno foi noticiada pelo Jornal Eco, na última sexta-feira, dando conta de que Mário Centeno deixaria o Banco de Portugal como consultor e se aposentaria, recebendo pensão integral. Segundo informações disponíveis na página da Sociedade Gestora dos Fundos de Pensões do Banco de Portugal, existem dois fundos de pensões fechados do banco central, um para os trabalhadores que entraram até março de 2009 e outro constituído em 2010. O acordo com o Banco de Portugal prevê que o ex-ministro das Finanças do governo socialista de António Costa receberá 10.000 euros brutos por mês. O valor foi avançado pelo Correio da Manhã, na quarta-feira, que dá conta de que o montante da pensão atribuída é, segundo fonte próxima de Centeno, ligeiramente inferior ao montante da pensão a que teria direito se continuasse no Banco de Portugal, instituição na qual poderia continuar a trabalhar até aos 70 anos de idade. Além disso, o valor mensal da aposentadoria também será menor do que o salário de 15 mil euros brutos que recebia como consultor do conselho de administração do próprio Banco de Portugal. (Notícia atualizada às 17h26) Leia Também: AR pede ao BdP ata sobre concessão de pensão antecipada a Centeno

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