Venda do Novo Banco ao francês BPCE “será concluída” na

Acordos de adesão à venda do Novo Banco são assinados na

A venda do Novo Banco ao francês BPCE “será concluída” na próxima semana, anunciou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, esta quinta-feira, no final do Conselho de Ministros. 

“Na próxima semana será concluída a compra do Novo Banco pelo BPCE”, disse Miranda Sarmento, em conferência de imprensa. 
Em junho passado, o BPCE (Banque Populaire et Caisse d’Epargne), segundo maior grupo bancário francês, assinou um memorando de entendimento para a compra de 75% do capital social do Novo Banco à Lone Star Funds.
Já em outubro, o Ministério das Finanças e o Fundo de Resolução assinaram um acordo com o grupo BPCE e a Nani Holdings, acionista maioritário do Novo Banco (e uma entidade detida pela Lone Star Funds), para a venda das participações minoritárias detidas na instituição (mais concretamente 11,5% pelo Estado Português e 13,5% pelo Fundo de Resolução).

A Comissão Europeia aprovou hoje a venda do Novo Banco ao BPCE, o segundo maior grupo bancário francês e que se vai tornar acionista único deste quarto maior banco português, considerando não existirem preocupações em matéria de concorrência.
Lusa | 11:51 – 05/12/2025

Na altura, o Ministério das Finanças vincou que “esta operação permite concluir com sucesso uma longa etapa, iniciada com a resolução do BES (Banco Espírito Santo) e a posterior alienação do Novo Banco à Lone Star, contribuindo para a salvaguarda da estabilidade financeira” de Portugal.
“Esta operação permite ainda uma recuperação significativa dos fundos públicos utilizados na reestruturação do Novo Banco. A venda das participações do Estado e do Fundo de Resolução no Novo Banco, associada à distribuição de dividendos que ocorreu este ano, permite ao setor público recuperar quase dois mil milhões de euros dos fundos injetados na instituição”, adiantou a tutela.
A conclusão oficial da transação estava prevista para o primeiro semestre de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e ao cumprimento das formalidades contratuais.
O Novo Banco surge como instituição financeira saudável e resultante da resolução da falência do BES.
Novo Banco vai manter-se “banco português”? CEO do BPCE responde
O presidente executivo (CEO) do BPCE, Nicolas Namias, disse hoje ter confiança no Novo Banco, que terá um futuro “dedicado ao financiamento da economia portuguesa”, mantendo-se um “banco português”.
Na cerimónia de assinatura dos acordos de adesão do Estado Português e do Fundo de Resolução ao contrato de venda do Novo Banco, em Lisboa, o CEO do BPCE disse ter “confiança na economia portuguesa, no Novo Banco e na qualidade da relação entre o BPCE e o ambiente português e o Governo português”. 
“Devemos sempre estar focados no futuro”, disse, sinalizando um “novo futuro para o banco” onde irá “assegurar que estamos todos dedicados ao financiamento da economia portuguesa”. “É o nosso ADN”, reiterou.
Nicolas Namias disse que o Novo Banco continua a ser um banco português, apontando a “proximidade com os clientes, territórios e no mercado português”.
“Portugal esta a tornar-se o segundo maior mercado para o BPCE, é um compromisso de longo prazo e quero que todos vejam o BPCE como o banco para as relações franco-portuguesas”, defendeu.
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