Profissionais de Saúde em Greve Querem Intervenção de PR e
advertisemen tA Associação de Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), em greve desde janeiro, pediu nesta segunda-feira, 1º de junho, a intervenção do presidente da República, Daniel Chapo, alertando para a falta de medicamentos nas unidades sanitárias. “A primeira coisa é dar mais prioridade à saúde porque todos dependem dela e isso significa saber como as unidades de saúde recebem e quando terão medicamentos, porque na realidade não temos medicamentos”, disse o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, citado pela Lusa. Muchave exortou o Governo a priorizar a aquisição de medicamentos e insumos médicos e, só depois, a organização das unidades de saúde. “Há medicamentos que não têm aplicação em Moçambique e que foram doados para tratar doenças que afetam outros países”, alertou. “As negociações com o governo praticamente pararam, porque o Executivo não tem plano, não sabe o que dizer quando pedimos medicamentos e praticamente diz que vai comprar. O governo só vem oralmente dizer que tem dívidas, mas queremos ver a própria dívida, para quem estão devendo. Talvez possamos conversar com essa pessoa e dizer que as pessoas estão morrendo”, completou. A APSUSM já havia denunciado anteriormente supostas irregularidades nos depósitos centrais de medicamentos, apontando problemas de conservação, infiltrações e presença de roedores e aves em espaços destinados ao armazenamento de fármacos. Além de pedir novamente a demissão do ministro da Saúde, a APSUSM quer que ele assuma que o setor não tem recursos para a aquisição de medicamentos que devem chegar ao País nos próximos 18 meses, como havia adiantado anteriormente. No dia 30 de março, a APSUSM já havia acusado o Executivo de não cumprir acordos anteriores, alertando para uma situação considerada “catastrófica” no Serviço Nacional de Saúde, incluindo o registro de 1872 mortes associadas à falta de medicamentos e equipamentos. O Sistema Nacional de Saúde enfrentou, nos últimos anos, diversos momentos de pressão provocados por greves de funcionários, convocadas primeiro pela Associação Médica de Moçambique (AMM) e, depois, pela APSUSM, que abrange cerca de 65 mil profissionais de saúde de diferentes categorias e que exigem, sobretudo, melhorias das condições de trabalho. O País dispõe de 1778 unidades de saúde no total: 107 postos de saúde, três hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.advertisement



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